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quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Guerra de Preços, consequência....

Disputa por mercado já fechou 10 postos na Capital do Mato Grosso.

De julho até agora ao menos 10 postos de combustíveis foram fechados em Campo Grande, segundo o Sinpetro-MS (Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis , Lubrificantes e Lojas de Conveniência do Estado de Mato Grosso do Sul).

Estabelecimentos comerciais foram fechados na Avenida Eduardo Elias Zahran, Costa e Silva, Mato Grosso, Júlio de Castilho, Albert Sabin e Rua Brilhante.

As altas no preço das distribuidoras e a falta de musculatura de empresários do ramo para fazer promoções fazem parte da guerra pelo mercado. O diretor de comunicação do Sinpetro, Antonio Carlos Paludo faz um alerta e diz que se o problema do setor continuar, o cenário ficará ruim para o consumidor.

Por enquanto, promoções estão esparramadas pela Capital dona de 140 postos. Mas, se houver um efeito dominó e os comércios quebrarem, o prognóstico é de preços mais altos futuramente. Sem falar no problema social, pois a cada unidade fechada, pessoas ficam no desemprego.

Diagnóstico

Paludo explica que a alta no preço dos combustíveis (gasolina e álcool) nas distribuidoras não tem sido repassado no valor do produto na bomba, ou seja, “os postos ao invés de repassarem ao consumidor absorvem e têm dificuldades”. Hoje, segundo ele, o posto ganha R$ 0,15 na venda do litro da gasolina e R$ 0,10 no do álcool.

O diretor do Sinpetro explica que de julho para cá, os postos sofreram com o reajuste em cinco centavos e não repassaram ao consumidor. “Não compensa. Se repassasse para o consumidor não enfrentaria o problema. O resultado é a guerra de preços”, frisa.

O preço do litro da gasolina em Campo Grande gira em torno de R$ 2,40 e R$ 2,50 já o álcool R$ 1,59. As promoções na cidade reduzem em até cinco centavos o preço.

‘Batizada’

Recentemente o Procon flagrou a venda de combustíveis adulterados em Campo Grande. O diretor do Sinpetro afirma que a fraude é uma característica prejudicial que aparece na disputa pelo mercado.

“Tudo é somatório. Quem altera a qualidade ou a quantidade se torna mais competitivo. O Procon identificou o problema em 26 postos. Defendo que deveria haver mais precisão nas análises porque os aparelhos ainda utilizados pelo Procon são manuais”.

Nas amostras coletadas havia mais álcool do que o permitido. Na gasolina o teor máximo é de 26%. Acima disso é adulteração.

O Midiamax noticiou em março deste ano o problema da falta de um convênio com laboratório para análise da qualidade do combustível vendido nos postos de Campo Grande. A mistura de álcool na gasolina, por exemplo, não pode ser superior a 28%. Se estiver acima, o desempenho do carro cai, aumenta o consumo e o dono do posto – ou o distribuidor do combustível – ampliam a margem de lucro, já que o álcool custa menos.

A situação deixa o consumidor totalmente à mercê dos comerciantes. O convênio que havia entre a ANP (Agência Nacional de Petróleo) e o laboratório da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) foi rompido há quase dois anos.

Receio

A funcionária pública, Marisa Barros, de 56 anos, é moradora do Conjunto Maria Aparecida Pedrossian. O carro dela é um Voyage a álcool.

“Temos que aproveitar as promoções. Já questionei o gerente do posto por causa do preço do álcool que custa R$ 1,54, muito barato. Mas, achei até viável a resposta. Ele disse que porque no posto não tem mais estrutura que dê gasto como lava jato e troca de óleo. A única coisa que pode oferecer para os clientes e a diferença no preço”.

“Pedi também para provar que não tinha água no combustível. Ele me explicou como o teste é feito nas provetas e mostrou ainda na nota fiscal o teor do álcool. Tem um posto na esquina de casa, mas venho aqui no Centro da cidade”.

O engenheiro ambiental, Luis Henrique Xavier, de 50 anos, disse que abastece somente em postos de gasolina que fazem promoções. “Mas a promoção é tentadora e como viajo muito tenho que encher o tanque de combustível. Já senti diferença no motor do carro, depois que comecei a abastecer em vários postos de gasolina que oferece combustível em promoção. O meu carro Fiat Uno, começou a falhar. Estou dirigindo de repente o carro para. Hoje mesmo vou abastecer R$ 100 de gasolina comum”.

O eletricista, Rubens Valenzuela, de 42 anos, alega que nunca questionou sobre o preço da gasolina estar mais barato do que outros postos de gasolina . “Eu não sinto diferença quando coloco gasolina mais barata. E nunca questionei sobre o preço. Acredito que a maioria dos motoristas pensa somente no bolso. E nem questiona se a gasolina esta misturado com água”.

O gerente geral, Natanael dos Santos, do posto São Marco que fica na Rua Padre João Crippa esquina com a Marechal Rondon mostrou para a reportagem do Midiamax como é feito o teste para garantir a qualidade no produto.

A medida é feita através de uma proveta de 100 ml. “Coloco 50 ml de água e 50 ml de gasolina. Misturo os dois. Depois, fica assim entre a numeração de 50 ml até 62 ml tem que ficar o teor do álcool. Está na marca de 12 ml que multiplicado por 2(dois) dá um total de 24% de teor de álcool. Tem que ser de 24% ate 26% de teor de álcool”. Fonte: Midiamix REGINALDO COELHO/ALEXXANDRA CARVALHO

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Procon notifica 22 postos de combustível em JP

Indícios de cartel: Procon notifica 22 postos e preço do combustível volta a disparar nas bombas de João Pessoa O Procon de João Pessoa notificou 22 postos de combustíveis, na semana passada. A razão: reajuste injustificado no preço do álcool comum. O reajuste no litro do álcool comum foi identificado em uma pesquisa divulgada no dia pelo Procon-JP. No levantamento de preços, o álcool comum é encontrado com valores entre R$ 1,53 e R$ 1,79, uma diferença de R$ 0,26 no litro do produto e variação de 16,9%. Na semana passada, o maior preço do produto chegava a R$ 1,99. Agora os estabelecimentos terão que apresentar justificativa para o aumento e ainda entregar ao órgão uma cópia da nota fiscal de compra e venda do produto referente ao mês de julho/2009. Diferença no preço do litro da gasolina é de R$ 0,28 na Capital Quem abastece o veículo com gasolina comum em João Pessoa já está pagando pelo litro do produto preços entre R$ 2,32 e R$ 2,69, uma diferença de R$ 0,38. O levantamento de preços de combustíveis realizado semanalmente pelo Procon revela ainda que, na Zona Norte da Capital, o menor preço para o litro do produto é encontrado no Posto Extra- Bairro dos Estados (R$ 2,35). Enquanto isso, na zona oeste da cidade, o menor valor do combustível é de R$ 2,32 (Posto JF Petróleo – Cristo e Posto Bom Jesus – Oitizeiro). Na Zona Sul da Cidade, no Posto Villagio nos Bancários o preço da gasolina aditivada chega a R$2,699 por litro comercializado. Um dado interessante: No início do mês de junho/2009, a gasolina era comercializada na Zona Sul de João Pessoa preço abaixo de R$ 2,20. O preço do produto era encontrado por R$ 2,174, em Mangabeira, no posto Extra Petróleo. Fonte: http://www.pbagora.com.br/

sexta-feira, 10 de julho de 2009

GUERRA DE MERCADO

Concorrência derruba preço dos combustíveis em Itajaí
Enquanto consumidores comemoram, donos de postos denunciam suspeita de sonegação fiscal Poucos motoristas em Itajaí se deram conta do aumento aplicado ontem nos preços normais dos combustíveis. O repasse de cerca de R$ 0,07 a mais por litro de álcool e R$ 0,02 para a gasolina chamavam bem menos a atenção do que as promoções dos postos, para pagamento em dinheiro. Faixas e banners anunciando gasolina comum a R$ 2,09 e álcool a R$ 1,33 continuavam atraindo filas e revelando a voracidade da concorrência na cidade, que faz quase todos os postos derrubarem a margem de lucro e declararem uma verdadeira guerra de mercado. De acordo com o Sincombustíveis, que agrega os postos de 21 municípios do litoral catarinense, a concorrência é desleal e há suspeita de sonegação fiscal.O presidente do Sincombustíveis de Itajaí e região e diretor da Federação Nacional dos Combustíveis, Algenor Barros Costa, diz que a concentração de postos em Itajaí explica em parte a adesão generalizada a estas promoções. São 46 estabelecimentos distribuídos em 50 quilômetros quadrados de área urbana.– Temos fortíssima suspeita de que a origem destes preços venha da existência de empresas que compram o álcool diretamente de usineiros, sonegando toda a cadeia de impostos – denuncia o presidente do Sincombustíveis.Costa explica que o esquema parece ser mais fácil e rentável do que a adulteração da gasolina e acredita que envolva corrupção. Quando alguns postos vendem grandes volumes de álcool a preços muito abaixo do mercado, podem também diminuir a margem de lucro sobre a gasolina:– O consumidor quer preço baixo, então, estes postos viram bonzinhos e quem paga os impostos é o vilão.Para outro dono de posto de combustíveis em Itajaí, José Márcio Flores, a fila no pátio o dia todo não é motivo de comemoração.– É uma pressão enorme para vender grandes volumes. Não existe milagre que faça alguém vender a um preço desses por muito tempo, e dentro da lei, como nós fazemos. Muita gente vai à falência – afirmou o comerciante.As suspeitas do Sincombustíveis já foram denunciadas ao Ministério Público e à Secretaria de Estado da Fazenda. O MP informou ontem que tem processos em aberto para investigação de sonegação fiscal na 11ª Promotoria Regional da Ordem Tributária, em Itajaí. Na Secretaria da Fazenda, o gerente regional de Itajaí, Ivo Zanoni, declarou que os procedimentos correm em sigilo e que, paralelamente, o foco da fiscalização está sobre caminhões-tanque que chegam à região com combustível.O fato é que, mesmo com a suspeita de sonegação por parte dos donos de postos, os preços médios praticados em Itajaí – levando-se em conta a última pesquisa da Agência Nacional de Petróleo (ANP) e ignorando-se o preço promocional em dinheiro – ainda são os menores da região.
Fonte: Clicrbs.
SICILIA VECHI

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Gasolina no Brasil está entre as 11 mais caras do mundo!

O governo deixou passar recentemente, ao reduzir o preço da gasolina na refinaria e elevar a Cide, uma boa oportunidade para colocar o combustível no país em patamares um pouquinho mais compatíveis com a renda do brasileiro. A gasolina comercializada por aqui é a 11ª mais cara do mundo, em patamares de países desenvolvidos. Um novo levantamento da consultoria americana Airinc, com base em dados de abril, mostra a distorção do preço do combustível no país (veja a tabela abaixo). Nós pagamos em média US$ 3,97 por um galão de gasolina (algo como 3,8 litros), acima de países que não se declaram autossuficientes em petróleo. Há pouco mais de uma semana, quando a Petrobras cortou o preço da gasolina na refinaria em 4,5%, o governo decidiu ao mesmo tempo elevar a Cide, também conhecida como o imposto dos combustíveis, de R$ 0,18 para R$ 0,23 por litro. Isso significa que a queda do preço na refinaria não chegou aos consumidores. Segundo cálculos do Centro Brasileiro de Infra Estrutura (CBIE), com base nos dados da Airinc, o preços da gasolina poderia ter recuado para US$ 3,85 por galão, ficando próximo aos preços da Coréia do Sul (US$ 3,84). A Petrobras, donas da maioria das refinarias brasileiras, frequentemente justifica que a distorção dos preços da gasolina no Brasil é provocada majoritariamente pela carga tributária e margem das distribuidoras de combustíveis.
Bruno Vilas Boas
Fonte: O Globo

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Queda nos preços terá um componente politico diz Gabrielli.

O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, afirmou nesta quinta-feira (16), em entrevista coletiva durante o Fórum Econômico Mundial, no Rio de Janeiro, que a redução do preço da gasolina depende da estabilização da cotação futura do petróleo no exterior. Ele frisou, porém, que qualquer decisão sobre mudança de preços terá um componente político, por conta de seus efeitos potenciais sobre a economia do país. "Não há como não ter um componente de decisão política nos preços dos combustíveis”, disse ele. Alguns setores vêm pressionando o governo federal não só pela redução do preço da gasolina, mas também do diesel. A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, recebeu reivindicação de caminhoneiros para que o preço do diesel baixasse.
Laura Naime Do G1, no Rio

terça-feira, 14 de abril de 2009

GUERRA DE PREÇOS EM MARILIA SÃO PAULO

Maioria dos postos de Marília está cobrando R$ 2,27 e R$ 2,29 pelo litro do combustível Preço da gasolina caiu a R$ 2,279 em alguns postos, inclusive na região central da cidade
Foto: Ricardo Prado Uma guerra de preços está beneficiando os motoristas de Marília. É que um estabelecimento instalado na zona sul da cidade baixou seus preços para R$ 2,299 para atrair mais clientes e acabou forçando toda a concorrência a também fazer promoções. Por causa disso, desde o feriado é possível encontrar gasolina em estabelecimentos de todas as regiões por até R$ 2,279, valor 7,3% abaixo do praticado até a semana passada, quando a maioria dos postos cobrava R$ 2,459 pelo combustível. Donos de postos ouvidos pelo Diário disseram que estavam perdendo clientes e que por esse motivo resolveram baixar os preços. Com isso, afirmam, não aumentaram as vendas, mas pelo menos conseguiram manter os clientes. "Estamos cobrando praticamente o preço de custo só para não perder freguesia. E se por aí abaixarem mais o valor, vou ter de fazer o mesmo. Acho que essa ‘guerra’ ainda dura uns 30 dias", diz o gerente de um posto localizado na zona norte da cidade, que comercializa o litro da gasolina por R$ 2,29. O presidente do Sincopetro (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo) em Marília, Alair Fragoso, não acredita que a disputa de preços dure mais de 20 dias e diz que o setor está perdendo dinheiro com as promoções. "Historicamente, nosso ganho no litro da gasolina é de R$ 0,35 a R$ 0,40. Se o preço cobrado pelas distribuidoras é de R$ 2,10 a R$ 2,15, então a margem de lucro está muito baixa. Quando o pessoal se cansar de perder dinheiro, tudo voltará ao normal", afirma. Para o consumidor, no entanto, a "guerra" de preços só traz benefícios. O motorista Edson Silva, 43 anos, diz que chega a rodar até 900 quilômetros em um único dia e que está sempre à procura dos menores preços para abastecer seu utilitário. "Tem de procurar, né? Poucos centavos fazem muita diferença para quem roda muito, como eu", diz. O comerciante José Roberto Santos, 54, concorda com ele. "Eu trabalho com o carro e abasteço quase todos os dias. No final do mês, qualquer economia faz diferença no orçamento. Então, procuro sempre o preço mais baixo."
FONTE: DIARIO DE MARÍLIA 14/04/09

segunda-feira, 30 de março de 2009

PREÇO DA GASOLINA PELO MUNDO...

O preço está cotado em Dolares e por Galão, para fazer a conversão divida por 3,78 que é a medida de 1 galão e obterá o preço em Dolar. O lugar mais barato ainda é a Venezuela.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Gabrielli: "Não disse que vamos baixar gasolina"

LEONARDO GOY - Agencia Estado
BRASÍLIA - O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, esclareceu hoje que suas recentes declarações sobre o preço da gasolina não significam que a empresa não vai reduzir o preço do combustível. "Não estou dizendo que não vamos baixar o preço da gasolina. O que estou dizendo é que é preciso um certo horizonte de estabilidade para que ajamos de forma consequente e responsável, de acordo com a nossa política nos últimos seis anos, ou vamos introduzir no Brasil a gangorra dos preços internacionais", disse Gabrielli ao deixar audiência pública das comissões de Minas e Energia e de Desenvolvimento Econômico da Câmara dos Deputados. Ele disse que, hoje, comparando os preços do petróleo e os praticados nas refinarias, a Petrobras não está tendo prejuízo. Mas reforçou que a empresa não repassa variações sazonais para o preço no mercado interno. "Pretendemos baixar o preço da gasolina e do diesel quando tivermos os níveis de estabilização", afirmou.

sábado, 21 de março de 2009

LUCRO NOS POSTOS NA BAHIA É UM DOS MAIORES DO PAÍS!

Graciela Alvarez / Redação CORREIO Foto: Angeluci Figueiredo/CORREIO
Os postos de combustíveis na Bahia estão entre as revendas que praticam as maiores margens de lucro bruto do país. Segundo dados da pesquisa de preços da Agência Nacional do Petróleo (ANP), de cada litro de gasolina comercializada, R$0,423, em média, fica para o estabelecimento. Segundo o levantamento, realizado entre 8 e 14 de março em 412 postos, esse lucro coloca a Bahia em sexto lugar no ranking das maiores margens entre os estados do Brasil, perdendo apenas para Tocantins (R$0,53), RioGrande do Norte (R$0,50), Acre (R$0,48), Alagoas (R$0,44) e Distrito Federal (R$0,424). De acordo com o presidente do Sindicato de Postos de Combustíveis da Bahia (Sindicombustíveis), Walter Tannus Freitas, essa margem, registrada na semana passada, não reflete o histórico do estado.Lucro bruto por cada litro de gasolina chega a R$0,42 “Esta conclusão, de que os donos de postos baianos têm alto lucro sobre o preço da gasolina, não pode ser feita apenas a partir de uma análise pontual”, afirma. Ele justifica que a Bahia possui uma das menores incidências de produtos de qualidade ruim ou duvidosa. A margem bruta não considera ainda as despesas com funcionários e outros custos do negócio. O comerciante José Pereira, que gasta cerca de 25 litros de gasolina por dia, reclama da justificativa do empresário. 'Eles não têm que ter mais lucro só por comercializarem produtos de acordo com o que determina a lei. Quer dizer que em Sergipe (onde a margem média de comercialização é de R$0,29), o produto é ruim, por isso os donos de postos aceitam ganhar menos por cada litro? Aqui eles são ambiciosos”, reclama. O diretor regional da ANP na Bahia, Francisco Nelson Neves, explicou que o órgão não controla a margemde comercialização dos postos, apenas monitora, buscando garantir uma maior transparência das práticas comerciais aos consumidores.“O mercado é aberto, portanto, os preços são livres. Eles oscilam de acordo com a oferta e a demanda”, declara. Para Neves, o fato de o estado, principalmente Salvador, ter um forte potencial turístico pode refletir no aumento dessa margem de lucro na gasolina. Comparação Quando comparado com a margem de lucro do álcool, o ganho na gasolina é superior ao rendimento obtido com a venda do derivado de cana-de-açúcar, cujo litro proporciona uma margem bruta de R$0,238,em média, para os proprietários de postos de combustíveis. Isso significa dizer que, na prática, é preciso vender quase dois litros de álcool para que o lucro se aproxime do mesmo ganho obtido ao comercializar um litro do combustível derivado do petróleo. Segundo o presidente do Sindicombustíveis, Walter Tannus, isso acontece porque o preço do álcool vem oscilando muito nas últimas semanas, e isso interfere na margem do posto. “Além disso, o álcool tem uma concorrência muito mais acirrada”, completa. Em relação ao que é pago pelos consumidores, o preço médio do litro da gasolina na Bahia é de R$2,67. Já o preço médio do álcool custa R$1,77. O estudo registrou um patamar máximo de R$2,945 e o mínimo de R$2,45, para o litro do derivado do petróleo, e de R$2,099 e R$1,50, para o derivado de cana.(Reportagem publicada na edição impressa do CORREIO de 17 de março de 2009

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

O Barato sai Caro!

Gestão O barato sai caro, mas para quem vende!
John E. Hogan alerta para as práticas de precificação que não levam ao crescimento saudável. Especialista em preços, do Monitor Group, estará no Brasil em março, como palestrante do Fórum Mundial de Lucratividade, que terá como tema principal: estratégia focada no lucro. Baixar o preço para vender mais: quantas vezes você já pensou em fazer isso? Quantas vezes levou essa ideia adiante? E funcionou? Para John E. Hogan, especialista em precificação e docente da University of Chicago, essa estratégia tende ao fracasso na maioria das vezes, porque, embora possa estimular vendas no curto prazo, não promove o crescimento lucrativo dos negócios. Junto com Thomas T. Nagle, Hogan, um engenheiro elétrico que é Ph.D. em estratégia de marketing, escreveu Estratégia e Táticas de Preços. Era 1987 e, mais de vinte anos depois, a obra ainda atende pela alcunha de “A Bíblia da Precificação”. Tornou-se um clássico na área de marketing, ao defender que o preço deve ser função do valor percebido pelo cliente. No livro, os especialistas e parceiros no Strategic Pricing Group, um braço do Monitor Group (aquele fundado por Michael Porter e seus colegas de Harvard), puxam a orelha dos gestores que não tratam a atividade de precificação como estratégica. “A diferença entre a precificação tradicional e a estratégica é a diferença entre reagir às condições de mercado e administrá-las proativamente”, lê-se logo no primeiro capítulo. Para um bom entendedor, pingo é letra: ou se vai a reboque, ou se puxa a fila. É claro que nossos gestores de preço aprenderam bastante nos anos 1990 e no começo deste século, período em que o fator “estratégia” cresceu em importância no mundo empresarial, até mesmo porque a globalização tornou a concorrência mais complexa e colocou corações e mentes na busca pela sobrevivência saudável das empresas. Um dos geradores do aumento da complexidade do ambiente de negócios foi o cliente, que, hoje, tem muito mais informação do que no final do século XX –sobre o seu produto e o dos concorrentes; sobre o seu preço e o preço praticado pela concorrência. E o consumidor (ou o gerente de compras) quer, sim, a melhor relação preço versus benefício. Desejar fazer um bom negócio é permitido a todos. Sabendo disso, Hogan e Nagle apontaram a solução: primeiro, descubra o valor que o cliente acha que seu produto ou serviço tem. Depois, estabeleça o preço considerando esse valor percebido (e não aquele que você, fornecedor, acha que seu produto ou serviço tem). Só então é que se calcula o custo, que deve ser tal que compense oferecer valor ao cliente e ainda lucrar com isso. Trata-se do inverso da abordagem “custo + X% = preço”. Em 1987, essa era uma proposta revolucionária. Em 2009, ainda nos perdemos na hora de pôr o conceito em prática, pois talvez não captemos a sua total dimensão. Quando chega a tentação Um dos motivos para colocarmos o pensamento estratégico de lado é que, de tempos em tempos, vender torna-se mais difícil por “n” razões. No cenário atual, uma razão alegada pode ser a crise mundial. Diante do desafio, surge a tentação de empurrar temporariamente os preços para baixo. “O uso equivocado da precificação para obter objetivos de vendas de curto prazo com frequência prejudica o valor percebido e reduz ainda mais os lucros”, alertam os estrategistas Hogan e Nagle. O que pode dar errado é que você pode comunicar ao mercado que o seu preço é negociável, bem como os preços praticados pelos concorrentes. Os compradores constatam que sua pressão por preços mais baixos é seguida de uma efetiva redução de preços e, assim, uma guerra de preços é deflagrada. O resultado em termos de lucros será ruim para o futuro de todas as empresas vendedoras nesse mercado, embora é provável que as vendas aumentem em volume no curto prazo. Um desconto temporário pode levar a uma mudança permanente na percepção dos consumidores, que não mais acreditarão que precisam pagar o “preço cheio” para obter o mesmo valor que conseguiram obter a um preço menor. O mesmo raciocínio vale para a oferta de vantagens na forma de serviços grátis que vêm “no pacote” adquirido, uma maneira frequentemente utilizada para capturar compradores. Além de passar a mensagem de que os serviços não são tão valiosos, a empresa vê seus custos aumentarem para prestar tais serviços. Em suma, abordagens que focam preço ensinam o cliente a focar o preço também. Qual é o problema? Para Hogan, a chave do sucesso está em capturar mais valor e comunicar valor, e não necessariamente em vender mais. Mas só mesmo conhecendo o cliente para poder oferecer-lhe um negócio valioso –para ele e para você. É importante compreender o valor que um cliente satisfeito percebe (em vez de fazer uma pesquisa de mercado com não-clientes e perguntar-lhes o que seria preciso fazer para que comprassem) e comunicar esse valor ao mercado. Em seu artigo ‘Driving growth with new products: common pricing traps to avoid’, publicado originalmente no Journal of Business Strategy, Hogan e seu colega Tom Lucke postulam, ainda, que o valor do produto deve ser compreendido relativamente ao valor entregue pelos concorrentes. Segundo os autores, a melhor maneira de fazer isso é por meio de entrevistas em profundidade. Embora muitos problemas com preços venham da falha em comunicar valor, Hogan é prudente ao recomendar que, antes de mexer nos preços, uma pergunta fundamental deve ser feita: “qual é o problema?”. O problema real (ou maior) pode não residir nos preços praticados, mas sim nos fracos canais de distribuição, na oferta de serviços, na segmentação falha, na entrega de valor em excesso ou até mesmo na entrada de um novo produto no mercado, percebido como substituto do seu produto. Seja qual for o problema, sob a ótica da precificação estratégica, pode ser melhor parar de vender do que vender sem alcançar o crescimento lucrativo. Fonte: HSM Online17/02/2009

Litro do Álcool tem preço menor no Paraná!

Litro do álcool tem preço menor no Paraná Valéria Bellafronte (CGN) com Assessoria O álcool combustível está competitivo no tanque dos carros flex em 15 estados, de acordo com dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo). A vantagem é calculada considerando que o consumo energético do motor a álcool é de 70% dos motores à gasolina. O total de Estados em que o álcool permanece competitivo permanece estável em relação à semana anterior. Segundo o levantamento, os estados onde a vantagem do álcool é mais significativa são Mato Grosso, São Paulo, Paraná, Espírito Santo, Pernambuco, Alagoas e Tocantins. A gasolina continua mais vantajosa principalmente em Roraima, Pará e Piauí.

Litro do Álcool tem preço menor no Paraná!

Litro do álcool tem preço menor no Paraná Valéria Bellafronte (CGN) com Assessoria O álcool combustível está competitivo no tanque dos carros flex em 15 estados, de acordo com dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo). A vantagem é calculada considerando que o consumo energético do motor a álcool é de 70% dos motores à gasolina. O total de Estados em que o álcool permanece competitivo permanece estável em relação à semana anterior. Segundo o levantamento, os estados onde a vantagem do álcool é mais significativa são Mato Grosso, São Paulo, Paraná, Espírito Santo, Pernambuco, Alagoas e Tocantins. A gasolina continua mais vantajosa principalmente em Roraima, Pará e Piauí.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Guerra em Cuibá!

“Guerra” chega ao dieselNa semana passada, baixa sobre os preços atingia apenas o álcool e a gasolina. Promoção se alastra pelos postos Adia Borges/DC
Posto Free, no trevo do Tijucal, tinha os menores preços ao álcool e dieselADMAR PORTUGALDa ReportagemA “guerra de preços” no segmento de combustíveis atinge desta vez o óleo diesel. O produto, sempre à margem das temporadas de promoções, ficou mais barato na bomba esta semana. O litro encontrado até então por cerca de R$ 2,34 e com preço médio estadual em R$ 2,36 caiu para até R$ 2,17, uma economia de 8,05% em comparação aos valores que vigoravam até o início da semana. Em geral, o recuo para o diesel estabelece preço na casa de R$ 2,20 – com suas variações -, mas pode ser encontrado ainda por até R$ 2,39 em Cuiabá, por exemplo. A disputa pelo consumidor, que segundo os proprietários dos postos e funcionários é o que justifica a deflação dos produtos, fez cair mais o preço final do hidratado e da gasolina nos últimos dias. A temporada de baixas reiniciada há quase dez dias, havia num primeiro momento, proporcionou a queda de 9,15% ao hidratado e de 6,54% à gasolina. Com o acirramento do mercado, as reduções foram ampliadas: álcool hidratado, gasolina e óleo diesel encerram a semana 11,61%, 10,46% e 8,05% mais baratos, respectivamente. No caso específico do diesel, como mostra a última pesquisa de preços realizada pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o litro deixa de ser o terceiro mais caro do País – considerando o preço médio estadual de R$ 2,36, que estava estabilizado há quatro semanas – para ser o 6°, levando em consideração o atual ajuste de preços nos postos de Cuiabá e Várzea Grande. O litro mais caro está em Roraima, a R$ 2,49, seguido do Acre, R$ 2,46. Entretanto, a baixa local ainda deixa o diesel cuiabano, por exemplo, muito acima da média nacional, que é de R$ 2,10. O gerente do Posto Ribeirinho, localizado na Avenida Beira-Rio, Odílio José dos Santos, disse que não adianta ficar assistindo de braços cruzados ao concorrente vender o combustível mais barato. “Baixou lá, temos de baixar aqui, e tem ponto que está até mais barato que o nosso”, salientou. De acordo com ele, a baixa no preço dos combustíveis é provocada pela livre concorrência e quem não aceitar diminuir sua margem de lucro vai ficar ‘empachado’ com seus produtos. “Se não baixar o preço, você não vende. Então é melhor diminuir o lucro, que já é pouco, do que fechar o posto”, argumenta. A famosa “guerra dos preços” no segmento, velha conhecida dos cuiabanos, começa sem aviso prévio, tem duração incerta e pode acabar a qualquer momento. O Diário percorreu toda extensão da Avenida Beira-Rio ontem e o preço da gasolina era um só: R$ 2,49. Já na área central os preços variavam de R$ 2,58, R$ 2,62 e até a R$ 2,69. O álcool também era encontrado por R$ 1,37 na Beira-Rio e no Centro variava de R$ 1,38 até R$ 1,41. “Trabalhamos de olho nos concorrentes. Baixaram lá, baixamos aqui também”, disse o gerente do Autoposto Amarelinho, na esquina da Joaquim Murtinho com a Senador Metelo, no Porto, Natanael Marques da Silva. “É a briga entre os donos de postos que faz o preço dos combustíveis abaixarem e quem ganha é o consumidor final”, acentua. O gerente do Posto XV, na avenida XV de Novembro, no Porto, Edson dos Santos, lembra que o preço repassado pelas distribuidoras continua o mesmo e que a baixa é provocada por iniciativa dos proprietários. “Acredito que é devido ao momento e não sei precisar até quando serão mantidos esses preços. As promoções servem para fazer dinheiro”. Sem saber até quando vai durar a nova temporada, o gerente aconselha: “O consumidor que tiver condições tem de aproveitar o momento e encher o tanque. Essa baixa pode terminar hoje como também ser estendida durante todo o final de semana. Não tenho a informação exata”. FEVEREIRO - Em relação ao álcool hidratado e à gasolina as baixas nos valores de bomba foram feitas gradualmente até chegar aos mais baratos encontrados ontem pelo Diário: R$ 1,37 ao álcool e R$ 2,48 para gasolina. A redução dos preços é na maioria das vezes iniciada pelas redes independentes de combustíveis, as chamadas ‘bandeira branca’ – empresas livres para comprar produto de qualquer distribuidora.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Eu acho que é guerra de preço... vao perder dinheiro

Preço de combustível despenca em Cuiabá. O consumidor que foi aos postos de combustíveis para abastecer, hoje, em Cuaibá, não acreditou. O preço dos combustíveis baixou. "Baixou...nem reparei, que ótimo que baixou, tava alto né!" Disse um dos motoristas na fila para abastecer. Os preços despencaram, principalmente o da gasolina. Em um posto visitado pela equipe de reportagem da TV Centro América, o litro baixou de R$ 2, 77 para R$ 2,49. Jucileine aproveitou para completar o tanque. "Com um tanque eu rodo uma semana com a minha besta," disse. O álcool também ficou mais barato, é vendido até por R$ 1, 39. "A gente vê um preço mais diferenciado por posto, antes era um preço só," disse Silmar Ribas. Tantas oscilações deixam o consumidor confuso. "Hoje é R$ 2,49, amanhá é outro preço, estranho," disse. O sindicato das usinas afirma que não há motivos para tantas mudanças no preço do álcool porque a indústria não alterou e nem fez qualquer reajuste. "Hoje ele tá no preço normal. Era anormal a R$ 1,57, vi posto a R$ 1,69, até R$ 1,79. Ai é irreal," contou Jorge Dantas, diretor executivo do Sindalcool. No caso da gasolina, ninguém sabe exlicar direito o que aconteceu. Alguns donos de postos dizem que houve um efeito dominó. Um posto baixou e o concorrente para não perder clientes também resolveu alterar os preços. Wagner é proprietário de quatro estabelecimentos. Para não perder clientes, ele diz que foi obrigado a reduzir a margem de lucro. "Hoje não existe margem de lucro. Hoje eu na estou recebendo mais com cargão de crédito. Só vendo no débito, não existe margem de lucro em Cuiabá," disse Wagner Araújo. O movimento nos postos aumentou. Alguns postos com até seis bombas ficaram lotados o dia todo. Agora, o consumidor quer saber até quando vai durar esta onda de preços baixos. "Ai é que tá o problema né. Quem sabe baixa mais um pouco dura um ano, dois, tá bom demais," disse o vendedor autônomo Valderson dos Santos. O consumidor quer mais porque a economia, em momento de crise e pouco dinheiro no bolso, realmente vale a pena. "Dá uma média de R$ 7, R$ 8, R$ 10 reais por tanque. Põe isso quatro vezes no mês, dá um tanque no final das contas," afirmou o servidor público Carlos Dantas. Fonte: ExpressoMT/tvca